terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Caçadores de Emoção - Analise




           O longa é inspirado em um de filme 1991, estrelado por Patrick Swayze e Keanu Reeves, uma combinação que na época fez um pessoal ir ao cinema, mas é claro que lembramos de ver em DVD e na televisão, já que esse não foi nenhum clássico da década. Desta vez o diretor Ericson Core (que também foi responsável pela fotografia) foi o responsável em fazer Point Break levar o espectador ao limite da adrenalina, sério é isso que você pode esperar do filme, já que o longa conta com um elenco pouco conhecido com Édgar Ramírez (Bodhi), Luke Bracey (Johnny Utah), Ray Winstone, Teresa Palmer e Delroy Lindo (esse você vai lembrar). Infelizmente esses não foram os melhores papéis desses atores, já que o roteiro é muito fraco e cheio furos, com acontecimento que não fazem o menor sentido e motivações estranhas e difíceis de engolir.






   Começando com o protagonista Johnny Utah (Luke Bracey) um praticante de esportes radicais, que resolve largar tudo e virar agente do FBI, isso acontece após um acidente com seu melhor amigo no qual ele estava presente. Fica dificil de entender qual é a motivação do personagem e se ele se envolve realmente com as pessoas que investiga, tudo é muito confuso e parece meio que jogado na tela.

   A questão nem é que a premissa parece mais adequada a um Final Fantasy ou qualquer outro RPG japonês do que a um filme que se passa no nosso mundo, mas o fato do filme levar tudo isso a sério, tornando o que deveria ser uma bobagem divertida (como o original) em um filme sisudo e pretensioso que mais se preocupa em vomitar uma mistureba de várias filosofias orientais de modo rasteiro e sem coesão do que efetivamente empolgar e divertir. Isso também prejudica que a mensagem de preservação ambiental seja transmitida de modo competente e esta acaba se perdendo no meio dessa bagunça narrativa e ideológica.




   A decisão por levar tudo a sério também irá impactar negativamente nos personagens e nas relações entre eles, principalmente em Bodhi. No original ele era um viciado em emoção e adrenalina que roubava bancos para financiar sua vida de curtição e evitava ao máximo o uso de violência. Seus propósitos não eram exatamente nobres, mas era fácil se relacionar com ele, afinal quem nunca imaginou como seria ter uma vida de adrenalina, curtição e sem responsabilidades? Mais que isso, tornava crível e compreensível o fascínio que sua figura exercia no atleta frustrado que era Utah. Aqui nada disso acontece, já que o vilão é um tolo delirante com um egocêntrico complexo messiânico que mata sem piscar movido por dogmas e crenças radicais, não sendo nem um pouco diferente de qualquer terrorista que age por motivações religiosas.

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